Campanha Seed Balls – Manaus

O grupo Mucuras Verdes, em parceria com a 350.org Manaus e Rede Nós Ambiente da Casa Fora do Eixo Amazônia, lançam hoje oficialmente a campanha de Seed Balls, pela arborização da cidade e esta é a primeira etapa – coleta de sementes, na qual contaremos com o apoio da população de Manaus.

Junte-se a nós! Você pode entregar suas sementes na sede do Coletivo Difusão: Av. Monsenhor Coutinho, 801 – Centro, até o dia 16 de fevereiro.

SeedBalls

Caso você esteja longe do centro da cidade, entre em contato conosco através da página fb.com/mucurasverdes, para saber outros locais de entrega.

Manufaturando bolas de sementes (Seed Balls), pode-se arborizar terrenos baldios, áreas degradadas ou espaços ociosos. Informe-se como você pode produzir a sua própria Seed Ball.

Ative-se em 2013!

Ano Zero para as Mudanças Climáticas

Amigos,

2012 foi o ano do furacão Sandy, do tufão Bopha, de secas e incêndios florestais sem precedentes em todo o mundo. O preço dos alimentos aumentou 30% nos Estados Unidos. Atingimos 333 meses consecutivos de temperaturas acima da média e metade do gelo do Ártico desapareceu no oceano.

Em suma, 2012 foi o ano do clima extremo e das mudanças climáticas. E é por isso que 2013 deve ser e será o ano zero da nossa luta contra as mudanças climáticas.

Este será o ano que recordaremos como o ano em que tudo mudou: quando nos levantamos para enfrentar o desafio das mudanças climáticas na escala necessária e o mundo se levantou conosco.

Você está dentro?

Já largamos em grande estilo. A campanha de desinvestimento Fossil Free (Livre de Combustíveis Fósseis) se espalhou rapidamente por 200 campi universitários nos E.U.A. e não vamos parar por aí. Logo, esta campanha de desinvestimento chegará ao Canadá, à Europa e a muitos outros lugares.

Neste mês de junho, de 500 a 600 dos jovens líderes climáticos mais capazes e entusiasmados de todo o mundo se encontrarão em Istambul para afiar suas habilidades e traçar uma estratégia agressiva para o próximo ano. Este Global Power Shift vai desencadear mobilizações sem precedentes, intensificando nosso movimento como nunca antes.

E isso é apenas o ponto de partida. A partir daí, vamos continuar a crescer e ganhar força até que – cidade após cidade, país após país – nos reunamos para lograr o tipo de transformação global que esta crise climática exige.

Comprometa-se a ajudar a tornar isso realidade: http://act.350.org/go/2574?t=3&akid=2606.431858.yC8bcj

Adiante!

May por toda equipe GPS

Uma amostra do Global Power Shift

Caros amigos,

Mal posso esperar pelo Global Powershift em Istambul.

Aparentemente, muitos de vocês também não. Até agora a resposta tem sido incrível: milhares de jovens líderes de todo o globo já se inscreveram. Uma pequena amostra de como será este encontro histórico.

Para garantir que todos tenham tempo de se inscrever, estendemos o prazo de inscrição até 4 de janeiro. Caso você queira se juntar a nós, por favor, inscreva-se o quanto antes.

Nesse meio tempo, assista a este incrível vídeo para se inspirar. Ele é uma prévia do Global Power Shift – e você, definitivamente, vai querer assisti-lo com o volume alto!

Por favor, compartilhe este vídeo várias vezes. Juntos, podemos tornar o Global Power Shift tão grande e ousado quanto possível

Adiante,

May

P.S. — Caso você tenha perdido o link de inscrição, aqui está novamente: apply.globalpowershift.org.

Voluntários de Salvador realizam workshop de capacitação

Com o objetivo de reforçar suas atividades, o grupo de voluntários da 350.org em Salvador realizou, no último dia 30 de novembro, um workshop para novos membros. Cerca de 15 pessoas se reuniram no auditório da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, durante todo o dia, discutiram não só as causas e consequências das mudanças do clima, mas principalmente quais são as soluções que devemos desenvolver para enfrentar um mundo desafiado pela crise climática.

Thaís Bichara, 26, uma das participantes do workshop, fala sobre a importância de um evento como esse. “Achei o workshop uma experiência única e muito proveitosa. Uma ótima oportunidade para, de uma forma objetiva e leve, induzir reflexões sobre questões tão enfatizadas atualmente no mundo sobre o meio ambiente, todavia que ainda estão engatinhando no que se refere a ações efetivas”.

Raphael Gomes, 22, Organizador da 350.org em Salvador, destaca a importância de uma atividade como essa. “Considero o workshop uma ferramenta poderosa para que possamos agregar mais e mais pessoas ao movimento climático. Infelizmente, o aquecimento global é uma realidade e nós, seres humanos, temos contribuído bastante para seu agravamento. Acreditamos que novos voluntários possuem uma capacidade singular de fortalecer o grupo já existente, não só trazendo mais ideias e experiências, mas nos motivando com seu entusiasmo e espírito de luta por mudanças”, afirma.

Os fundamentos científicos são a base da 350.org, mas não é só de conteúdo teórico que a organização vive. Arte, comunicação e criatividade são aspectos igualmente importantes no desenvolvimento de suas campanhas. Na parte da tarde, os já voluntários e anfitriões puseram as mãos na massa para criar uma ação. “Aproveitando que está acontecendo a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 18), no Catar, decidimos lançar como atividade a criação de uma foto oportunidade com uma breve e incisiva mensagem para os líderes que estão no evento: ‘Ei, negociadores e líderes mundiais, vamos direto ao ponto em relação a um acordo que comprometa os países a reduzir suas emissões’, afirma Raphael.

Engajada, Thaís conta sobre sua motivação para contribuir com o movimento climático. “espero poder não somente ajudar no que estiver ao meu alcance para modificar a atual situação, levando para a prática as informações bastante divulgadas já na teoria, além de mostrar aos outros como é de extrema importância que eles também se engajem e tentem modificar hábitos em prol de atitudes mais sustentáveis, disse.

Observação: Para se envolver com o grupo local da Salvador, visite: http://local.350.org/350salvador/

Festival Clímax – Vamos direto ao ponto?

Global Power Shift: Inscrições abertas!

Caros amigos,

É hora de tentar algo novo.

As últimas semanas presenciaram algumas atividades notáveis do movimento: a excursão do Do the Math pelos Estados Unidos, o evento Índia Além do Carvão e o Movimento Climático da Juventude Árabe. Estes esforços têm mudado o jogo e têm mobilizado dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo.

Embora o progresso seja inspirador, nada do que fizemos como movimento até agora foi grande o suficiente. Esta é a dura verdade. Para enfrentar esta crise climática global, precisamos criar uma mudança realmente transformadora.

É por isso que hoje estamos pedindo publicamente uma Mudança Internacional no Poder (Global Power Shift) Clique aqui para saber mais.

O Global Power Shift (GPS) será um projeto multi-facetado para expandir o movimento eestabelecer um novo curso, como nunca antes. O plano de base é:

  1. Em junho de 2013, 500 de nós estarão reunidos na Turquia – entre líderes e membros comunitários engajados.
  2. Nós faremos treinamentos sobre organização digital e de base, compartilharemos nossas histórias e traçaremos uma estratégia para o ano seguinte.
  3. Os participantes regressarão aos seus países em equipes para organizar mobilizações
  4. Esses eventos nacionais ou regionais serão plataformas de lançamento de campanhas novas e altamente coordenadas visando os níveis políticos e corporativos do poder.
  5. Juntos, vamos mudar o poder e estimular o tipo de transformação visionária de que precisamos para combater a crise climática.

Em outras palavras, 2013 será um ano muito importante para nós: www.globalpowershift.org.

Nem todos poderão participar do encontro em Istambul, por isso estamos pedindo que os interessados se candidatem. Isso garantirá que uma grande diversidade de pessoas possa participar e ter uma visão completa do GPS – da Turquia a mobilizações nacionais em todo o mundo. Mesmo que não possamos encontrá-lo na Turquia, precisamos que todos se empenhem em ser parte do enorme trabalho de organização que acontecerá ao longo de 2013. Então, prepare-se!

O Power Shift foi criado nos Estados Unidos em 2007. Desde então, temos visto mobilizações semelhantes pela Europa, Rússia, Austrália, Canadá e em vários outros países.

Nunca antes empreendemos um projeto como este, mas acreditamos que agora é a hora de verdadeiramente globalizá-lo. Esperamos que você se junte a nós.

Vamos mudar o poder!

Will Bates

Diretor de Campanhas Globais da 350.org

Festival Clímax – Vamos direto ao ponto?

Em 26 de novembro começou mais uma rodada de duas semanas de negociações da ONU sobre mudanças climáticas, a CoP-18, em Doha, no Qatar. Pensando em aproximar as pessoas da temática do aquecimento global, as organizações da sociedade civil 350.org Brasil e Change Mob realizam o “Festival Clímax – Vamos direto ao ponto?” para mostrar que as mudanças climáticas já fazem parte do nosso cotidiano.

O evento acontecerá na Câmara Municipal de São Paulo, na Matilha Cultural e na Viração, entre os dias 5 e 9 de dezembro, com exibição de filmes, realização de oficinas e rodas de conversas sobre temas relacionados ao aquecimento global e nossas vidas.

“É muito importante chamar atenção para a realidade das mudanças climáticas enquanto representantes de governos do mundo inteiro estão reunidos no Qatar. As pessoas estão ligando os pontos e percebendo que a mudança do clima já está afetando suas rotinas, seja pelo desconforto e impactos na saúde com dias com recorde de temperaturas altas em determinada região, seja perdendo suas casas por causa de uma tempestade atípica, cada vez mais frequente. Precisamos agir local e rapidamente, pois os negociadores parecem ignorar a urgência e a dimensão do problema que estamos enfrentando”, disse Paula Collet, coordenadora da 350.org Brasil.

O Clímax tem dois objetivos principais: aproximar mais pessoas da temática e unir as diversas organizações que trabalham com o tema para criarem soluções conjuntas. É importante compreender os impactos do clima na produção de alimentos, na mobilidade, no dia-a-dia das mulheres e a importância das mudanças climáticas como um tema prioritário na governança local das cidades do nosso país.

“O Festival também será uma celebração do trabalho de uma série de organizações da sociedade civil que têm realizado ações em prol da mitigação e adaptação climática na cidade de São Paulo”, afirma João Scarpelini, fundador da Change Mob.

Mais informações e programação atualizada aqui

***Veja a Programação do Festival Clímax – Vamos direto ao ponto?

05/12 (Quarta-feira) Tema do dia: Soluções Locais

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
11:30 – 14:00 – Oficina de Fogão Solar com Greenpeace

Local: Câmara Municipal (Palácio Anchieta – Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista)
19:00 – 22:00 – Roda de conversa sobre soluções locais
Convidados:
Aline Cavalcante – Bike Anjo
Ariel Kogan – Rede Nossa São Paulo
Gabriela Alem – Ativista
Gilberto Natalini – vereador
Luiz de Campos Jr – projeto Rios e Ruas
Ricardo Young – vereador eleito

06/12 (Quinta-feira) Tema do dia: Alimentação e Consumo

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
14:30 – 17:00 – Oficina de Estêncil com Komuniki

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 – Exibição do Filme: Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
20:20 – Roda de conversa sobre alimentação e consumo
Convidados:
Ana Zilda Coutinho – agricultora
Guilherme Carvalho – Sociedade Vegetariana Brasileira
Nicole Figueiredo de Oliveira – Humane Society Internacional
Nina Best – Vitae Civilis

07/12 (Sexta-feira) Tema do dia: Gênero e Mudanças Climáticas

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
15:00 – 17:00 – Oficina para criação de Blog com Escola de Notícias

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 – CURTAS – Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
19:30 – Roda de conversa sobre gênero e mudanças climáticas
Convidados:
Bárbara Lopes – Blogueiras Feministas
Barbara Gonçalves – Vitae Civilis
Gabriela Veiga – artivista
João Felipe Scarpelini – 350.org e Change Mob
Sulália de Souza – Reciclaangela

8/12 (Sábado) Tema do dia: Ativismo

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
18:00 a 18:30 – CURTAS – Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
18:30 a 19:40 – Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
20:00 a 21:30 – Vai lá é faz / Just do It

9/12 (Domingo)
Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 a 21:00 – Just Do It + Curtas: Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
Sinopses:
FILME:
Vai lá e Faz / Just do It
Dir: Emily James
País/Ano: UK / 2011
Duração: 90 min
Classificação: 12 anos
Durante um ano repleto de acontecimentos, foi permitido a Emily James o acesso sem precedentes para filmar o mundo secreto do ativismo ambiental de ação direta. Dois anos mais tarde, Just Do It – um conto de modernos bandidos chega às grandes telas do mundo.
Emily James passou mais de um ano participando em grupos de ativistas, como o Climate Camp e Plane Stupid para documentar suas atividades clandestinas, em condições adversas, capturou mais de 300 horas de filmagem. Essa filmagem foi carinhosamente criada, moldada, por Emily e pelo editor James por mais de um ano para chegarem no resultado que pode ser visto agora no cinema.
O filme é uma história de pessoas que lutam pelo que acreditam e que se fazem serem ouvidas. Era uma história que precisava ser contada sem as limitações criativas de modelos tradicionais de produção ou o controle editorial de grandes investidores. E foi assim que Just Do It – um projeto totalmente independente – nasceu.

FILME:
Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth
Países Baixos / 2008
Duração 74′
Classificação: 12anos

Sinopse: Documentário feito pelo “Partido dos Animais” da Holanda. É a resposta ao “An Inconvenient Truth” do Al Gore, que trata de algumas das causas do aquecimento global, poluição e males afins, mas deixa a questão da pecuária de lado (por motivos políticos). A pecuária é a maior responsável por essa devastação. O mais interessante neste vídeo, é que ele nos alerta para o fato de que 18% das emissões de gases no mundo são causados pela pecuária, enquanto 13%, são causadas pelos transportes! Carros, tratores e aviões causam menos efeito que a pecuária, e muita gente não acredita, ou nem sabe disto, ou não imagina que o impacto seja tanto.

 

SESSÃO CURTA METRAGENS

Weathering Change
O filme nos leva a Etiópia, Nepal e Peru para ouvir as histórias de quatro mulheres, que lutam para cuidar de suas famílias, enquanto enfrentam perdas de colheitas e escassez de água. Como a população mundial atinge 7 bilhões em 2011, o filme mostra como as mulheres e as famílias já estão adaptando aos desafios ambientais que ameaçam a sua saúde e os seus meios de subsistência.

Weathering Change documenta como o planeamento familiar, a educação das meninas, agricultura sustentável e conservação ambiental são parte da solução. O filme chama para a expansão ao acesso à contracepção e capacitação das mulheres para ajudar as famílias e as comunidades se adaptar aos efeitos da mudança climática.

5 Mulheres que fazem a diferença
O vídeo 5 Mulheres que fazem a diferença aborda a questão da percepção das mudanças climáticas em ambientes urbanos. Além disso, mostra a experiência de 5 mulheres que buscam no seu estilo de ser/estar/viver uma alternativa ao modelão predador da natureza ou desconectado da relação de dependência com o Planeta.

Novembro será grande!

Caros amigos,

Vocês devem ter notado que andamos meio quietos e que não temos enviado muitos e-mails ultimamente. Porém, fora os e-mails, nosso movimento está tudo, menos tranquilo – e as coisas estão prestes a esquentar. Por isso quero compartilhar um vídeo para explicar o que estamos planejando.

Assista-o aqui!

A maioria de vocês já deve estar sabendo do resultado das eleições nos Estados Unidos. Mas o que talvez vocês não saibam é que, essa semana, lançamos um tour “Faça as contas” por 21 cidades para impulsionar a próxima etapa do movimento climático nos Estados Unidos. Como o furacão Sandy nos mostrou de forma tão assustadora, quem quer que vença as eleições para um cargo político precisará enfrentar a realidade das mudanças climáticas e tomar medidas urgentes.

Porém, os Estados Unidos não podem resolver esta crise sozinhos, mesmo que seus líderes se dispusessem. Nós precisamos de um movimento maior e mais forte em todos os lugares do mundo. Na próxima semana vou escrever de novo para explicar nosso grande plano global para o ano que vem.

Esta semana quero somente destacar dois dos inúmeros esforços extraordinários que nossa rede da 350 está empreendendo em todo o mundo:

1. Índia Além do Carvão: dia 10 de novembro, nossos amigos da Índia realizarão um dia nacional de ação para mudar o discurso de “quanto carvão podemos queimar” para “que tipos de energia podem sustentar uma Índia próspera e saudável?” Dezenas de eventos estão previstos em todos os estados indianos.

2. Movimento Climático da Juventude Árabe: no mesmo dia da ação “Índia Além do Carvão”, neste sábado, o recém lançado Movimento Climático da Juventude Árabe, realizará ações em todo o mundo árabe: do Marrocos ao Líbano, da Líbia à Turquia. Juntos, eles difundirão uma mensagem dirigida à próxima reunião da ONU que acontecerá no Qatar nos meses de novembro e dezembro: os países árabes precisam começar a encarar a realidade das mudanças climáticas e assumir uma posição de liderança para enfrentar a crise.

Além disso, no Brasil, nossos organizadores estão planejando oficinas no Acre, em Alagoas, na Bahia e em São Paulo. Mais informações em breve. Eu poderia continuar compartilhando notícias de todo o mundo indefinidamente. No entanto, teremos muito mais novidades para compartilhar nas próximas semanas e meses, incluindo outras formas de envolver mais pessoas, independente do lugar onde você mora. Por enquanto, assista ao vídeo que gravei e compartilhe com os seus contatos as notícias sobre estes importantes esforços.

Seguimos juntos,

Bill e toda equipe 350.org

Nova fase do movimento climático global

Nós estamos viajando pelos Estados Unidos, lançando a campanha “Índia Além do Carvão” e dando uma força para o Movimento Climático da Juventude Árabe. Assista ao vídeo e ajude o movimento a crescer divulgando essas iniciativas.

O problema existe e a solução também!

Juliana Russar e Paula Collet(*)

Há poucos dias, foi divulgada a notícia de que setembro de 2012 empatou com o mesmo mês de 2005 como o setembro mais quente da história (os registros começaram em 1880). Somado a esse recorde temos o fato de que a temperatura média global dos últimos 331 meses está acima da média histórica e que, em agosto de 2012, pela primeira vez no registro histórico, a cobertura de gelo marinho do Ártico atingiu menos de 4 milhões de quilômetros quadrados, sendo a maior perda de gelo no Ártico já registrada.

Não é difícil ligar os pontos entre as mudanças climáticas que já estão acontecendo aos eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos e seu impacto na vida das pessoas, causando mortes, prejuízos econômicos, afetando nossa saúde, etc. Só para citar dois exemplos, no começo de setembro, a cidade de São Paulo teve o dia mais quente do inverno dos últimos 57 anos e, em janeiro, mais uma vez as chuvas de verão causaram enchentes e desmoronamentos, atingindo e afetando milhares de pessoas nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os cientistas estão fazendo sua parte ao tornarem públicas e divulgarem da maneira que podem informações qualificadas que servem de alerta para um dos problemas mais complexos que a humanidade enfrenta no século XXI. As pessoas também já estão sofrendo com as consequências do aquecimento global. Por que, então, os líderes mundiais não estão nos ouvindo e adotando em conjunto uma série de medidas para enfrentar as mudanças climáticas? Por que as rodadas de negociações internacionais multilaterais sobre mudanças climáticas não avançam? Por que a ciência parece ser incompatível com a política?

A resposta é dura, mas é simples. Chegar a um acordo global para implementar medidas a nível nacional e local para atacar as causas das mudanças climáticas, reduzindo drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, implica em uma mudança profunda na maneira como produzimos energia e como exploramos nossas florestas. Explicando melhor: precisamos parar de explorar petróleo, carvão e gás natural para gerar energia e precisamos parar de desmatar nossas florestas.

Porém, de acordo com as regras atuais do jogo, a indústria de combustíveis fósseis pode emitir sem pagar nada quanto carbono quiser na atmosfera, pois não existe nenhuma taxa ou punição para que pare de emitir (e, inclusive, recebe bilhões de dólares anualmente em subsídios ao redor do mundo para executar suas atividades) e isso não vai existir enquanto o poderoso lobby desse setor continuar infiltrado nas capitais federais, frequentando as negociações internacionais e influenciando os líderes mundiais, por meio do financiamento das suas campanhas políticas.

É por isso que, atualmente, a 350.org tem como alvo de campanha a indústria de combustíveis fósseis, pois sabemos que as reservas de petróleo, carvão e gás natural dessas empresas excedem 2.795 gigatoneladas de CO2 ou 5 vezes mais do que podemos emitir se quisermos evitar mudanças climáticas catastróficas, porém a lógica de negócio deles não leva em conta suas consequências.

Acreditamos que somente um movimento formado por cidadãos organizados de todo o planeta em busca de soluções para a crise climática tem força política suficiente para denunciar o que essas empresas estão planejando e mudar a realidade de baixo para cima. É importante dizer que esse crescente movimento abrange pessoas com os mais diferentes perfis, já que para um problema desse tamanho, é necessário muita criatividade e diversidade em busca de uma solução à altura. Não podemos mais esperar as soluções, precisamos ir em busca delas, daí a razão pela qual dizemos que ela virá de baixo para cima. Cada voto, cada compra, cada escolha que fazemos e cada manifestação e denúnica que desistimos de fazer têm consequências brutais nas nossas vidas.

Por isso, temos que sair da posição de conforto para tomar uma posição pelo fim do desmatamento, pelo fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, pelo uso de energias limpas, mostrando para os nossos representantes políticos que há milhões de pessoas no mundo que já estão agindo e que eles têm nosso apoio nessa transição para um modelo de desenvolvimento com baixa emissão de carbono, levando-nos para um mundo com energias limpas e renováveis, seguro e digno para as futuras gerações.

*Juliana Russar e Paula Collet são coordenadoras da 350.org no Brasil

Artigo publicado originalmente na edição de outubro do Jornal Cidadania da Fundação Casper Líbero