Dia de Impactos Climáticos – ligue os pontos entre as mudanças climáticas e os desastres naturais
A 350.org oferecerá uma Formação para Multiplicadores entre os dias 4 e 14 de junho no Rio de Janeiro!
Para se inscrever, preencha este questionário ATÉ DIA 20/05!

O que é a formação para multiplicadores?
A formação para multiplicadores é um treinamento voltado para aquelas pessoas que querem aprofundar seus conhecimentos sobre os temas abordados nos workshops da 350.org (liderança, construção de movimento, planejamento de campanhas) para se sentirem mais aptas a organizar e liderar oficinas por conta própria. Ela será ministrada pelo coordenador de ações da 350.org, Joshua Kahn Russell. Além da formação para multiplicadores, os selecionados participarão da Youth Blast – Conferência de Jovens para a Rio+20 (dias brasileiros e dias internacionais) e terão um dia inteiro de treinamento de contação de história com Heather Box do Million Person Project!
Agenda:
Chegada ao Rio: dia 4/06 ou 5/06 de manhã
Formação para Multiplicadores: 05/06 a 6/06
Dias Brasileiros da Youth Blast: 7 e 8/06
Reunião de Trabalho e dia descanso: 9/06
Dias Internacionais da Youth Blast: 10 a 12/06
Contação de história: 13/06
Retorno para casa: 14/06
Ações locais para a Rio+20: 20/06
Workshops locais – colocando em prática o conhecimento adquirido: a definir individualmente.
Critérios para seleção:
Nós daremos prioridade para pessoas que já participaram do workshop da 350.org ou que já organizaram ações pela 350.org e tem algum conhecimento do assunto. Também daremos prioridade a jovens (pessoas de até 30 anos), por ser nosso público-alvo e para que possam participar da Youth Blast. Existem dois tipos de seleção: aqueles que terão passagem, hospedagem e alimentação cobertas pela 350.org, essas pessoas deverão voltar para as suas cidades no dia 14/06 para organizar uma ação local para a Rio+20. E aqueles que já estarão no Rio de Janeiro por outros motivos e continuarão por lá até o fim da Conferência, esses devem bancar seus custos integrais ou parciais de passagem, hospedagem e alimentação, e se possível apoiarem as ações da 350.org durante a Rio+20 no Rio de Janeiro. Não é necessário falar inglês para participar!
Campanha em prol da redução das emissões de CO2 leva informações sobre o tema para mais de 1.000 pessoas em Rio Branco
Julie Messias

Um grupo de pessoas e instituições de Rio Branco, no Acre, engajados voluntariamente na campanha “Dia de Impactos Climáticos”, da organização 350.org, ligaram os pontos entre mudanças climáticas e os desastres naturais, através de eventos que socializaram informações sobre o tema para cerca de 1.180 pessoas.
Universidades, escolas técnicas e de ensino fundamental, foram sede das palestras sobre tema da campanha. A organização de cidadãos preocupados com o planeta, 350.org, também foi difunfida como exemplo de mobilização, haja vista sua importância no cenário mundial e organização de suas ações.
A cada dia mais pessoas aderiram a campanha na capital do Estado do Acre. Instituições governamentais e não governamentais, músicos, grupos teatrais e empresas foram atingidos pelo anseio de fazer algo pelo planeta.
Foram 4 semanas de intenso preparo para o “Dia de Impactos Climáticos”, 05 de maio, quando em diversos países foram realizadas atividades para ligar os pontos.
Quando o dia “D” finalmente chegou, cerca de 300 pessoas se reuniram sob um sol de quase 40ºC, às 15hs da tarde, no Novo Mercado Velho, palco do drama vivenciado pelos acrianos, no início do ano, quando o rio Acre transbordou e desabrigou milhares de pessoas.
No Mercado, foram realizadas diversas atividades como, caminhada, jogos ambientais, pegada ecológica, elaboração de trabalhos artísticos, premiação de biciletas e kits de livros, doação de mudas, apresentação cultural, shows com bandas locais e a foto simbólica dos participantes, para integrar o mosaico de fotos enviadas por diversos países para o site da 350.org.
O evento buscou alertar a sociedade sobre o que vem acontecendo, bem como pressionar os decisores para adoção de políticas que reduzam os “propulsores” dos impactos ambientais.
Importante lembrar que hoje o Acre abriga centenas de haitianos, que buscam um recomeço em um país de cultura e hábitos diferentes dos seus, devido aos desastres naturais que atingiram seu país.
Importantes resultados
Além da população mais informada quanto à necessidade de reduzir as emissões de CO2, a mobilização em Rio Branco conquistou espaço em diferentes orgãos governamentais:
O grupo que organizou o evento em Rio Branco-AC, formado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM, WWF e Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação do Clima- IMC, professores e acadêmicos da Universidade Federal do Acre e União Educacional do Norte, técnicos da Secretaria Estadual e Municipal de Meio Ambiente bem como os respectivos secretários, avaliou positivamente as ações realizadas e pretende dar continuidade ao trabalho apoiando a organização 350.org, e buscando agregar outros municípios do Estado do Acre ao movimento.
O grupo associa o sucesso da campamha ao permanente apoio da coordenação da 350.org no Brasil. Paulla Collet e Juliana Russar não mediram esforços e/ou emails para incentivar as ações no Acre.
ATIVIDADES REALIZADAS
Total de pessoas diretamente alcançadas através das palestras, 1.180 pessoas. Participaram do evento cerca de 300 pessoas. Sem contar os que tiveram acesso aos panfletos e às informações da imprensa.
Caros amigos,
Infelizmente, as notícias não são nada boas no país anfitrião da próxima grande Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.
No fim de abril, foram votadas e aprovadas as mudanças do Código Florestal na Câmara dos Deputados. Essas mudanças implicarão em mais desmatamento, redução das áreas de proteção permanente, como as margens de rio, e a concessão de anistia aos que desmataram ilegalmente a floresta. Ou seja, um grupo localizado da sociedade formado por grandes proprietários de terra e pelas empresas do agronegócio conseguiram permissão para derrubar as nossas florestas sem serem presos ou sofrerem qualquer tipo de punição.
Você não precisa ser nenhum especialista em florestas para ligar os pontos:
Novo Código florestal -> menos florestas e mais desmatamento -> mais CO2 na atmosfera -> maior desequilíbrio climático -> aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos (secas, tempestades, etc.) -> milhões de pessoas afetadas
Esse episódio demonstra, entre outras coisas, como poucas pessoas com muita influência política e muito dinheiro podem prejudicar o futuro de muitos para defender seus interesses. Para brecar essa lógica perversa, temos 15 dias para pressionar a Presidente Dilma tem para vetar o novo código. Ela tem até dia 25/5 para tomar uma decisão sobre o tema.
Esse é um dos motivos pelos quais, no dia 5/5/12, o Brasil foi um dos países onde as pessoas se reuniram para protestar e ligar os pontos sobre a ameaça das mudanças climáticas ao nosso futuro.
O que você pode fazer agora?
Presidenta
Dilma Rousseff
Telefone: (61)3411-1200 / 3411-1201
E-mail: gabinetepessoal@presidencia.
Endereço: Palácio do Planalto, 3. Andar
Brasília-DF
CEP: 70.150-900
Ministro de Estado
Gilberto Carvalho
Telefone: (61) 3411-1226/3411-1227
E-mail: sg@planalto.gov.br
Ministra de Estado
Gleisi Helena Hoffmann
Telefone: (61) 3411-1573/ 3411-1935
E-mail: casacivil@presidencia.gov.br
Como bem apontou Bill McKibben, co-fundador da 350.org: “A Rio+20 deveria ser a ocasião para uma verdadeira celebração de tudo o que foi realizado nos últimos vinte anos desde a Rio-92, tendo o Brasil como um dos poucos exemplos mundiais de progresso. Em vez disso, se o novo Código Florestal entrar em vigor, esta será uma reunião muito triste, uma reunião para lembrar com que rapidez, mesmo os países progressistas, podem sucumbir e regressar às práticas econômicas atuais.”
Com muita pressão, criatividade e união podemos dar o apoio necessário para Dilma representar a população brasileira.
Só juntos venceremos essa!
Juliana e Paula por toda a equipe da 350.org
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Mais informações:
“Dilma tem até dia 25 deste mês para decidir sobre o novo Código Florestal” http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-tem-ate-dia-25-deste-mes-para-decidir-sobre-o-novo-codigo-florestal,869867,0.htm
“Veta tudo, Dilma” http://sergyovitro.blogspot.com.br/2012/04/marina-silva-veta-tudo-dilma.html
“Aprovação do Código Florestal deve desencadear uma onde de desmatamento” http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/sergio-abranches/2012/04/26/APROVACAO-DO-CODIGO-FLORESTAL-DEVE-DESENCADEAR-UMA-ONDA-DE-DESMATAMENTO.htm
“A escolha de Dilma” http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/04/26/a-escolha-de-dilma/
As dunas e as falésias do Morro dos Conventos foram palco de pacífico e histórico momento pelo equilíbrio climático na campanha mundial da 350.org
por Coordenação Geral ONG Sócios da Natureza
A iniciativa da campanha Ligando os Pontos pela 350.org tem o objetivo de mobilizar as pessoas ao redor do mundo, em especial os mais atingidos pelos impactos causados por extremos climáticos, para a justiça climática. A referência 350.org é uma menção às 350 partes por um milhão de CO² na atmosfera, cifra considerada por cientistas como o limite máximo destes gases para manter o equilíbrio no planeta Terra. Estudos comprovam cientificamente que este índice atingiu 392 ppm, o que significa dizer que já ultrapassou a zona de segurança para o equilíbrio da vida no planeta. Acredita-se que o aumento e a intensidade de ocorrência dos eventos extremos do clima nos últimos anos seja explicado por esse motivo. Os impactos vão desde o derretimento das geleiras da Groenlândia até a ocorrência do furacão Catarina aqui na região sul de Santa Catarina, configurando um preocupante cenário com registros de tragédias causadas pela violência das águas e dos ventos em todo o planeta.
Vários fatores fizeram com que a coordenação da campanha da 350.org Brasil mantivesse contato conosco para participarmos do movimento internacional, propondo que criassémos um momento climático na região. Primeiro, por ser o epicentro do furacão Catarina e outras adversidades do clima e, também, por ser a região no país que mais emite CO² pela queima de combustíveis fósseis, tanto que é enquadrada em decreto federal (85.206/80) como uma das 14 regiões mais críticas do país em decorrência da famigerada atividade carbonífera, que explora e queima o carvão mineral de forma brutalmente agressiva aos recursos naturais e à saúde da população.
A campanha ou movimento visou integrar e unir o conflito local com o global na busca de adequadas soluções para a crise climática que a justiça ambiental nos exige, pois como sociedade civil organizada precisamos cobrar dos governantes políticas públicas que atendam as nossas atuais necessidades de sobrevivência, sem no entanto comprometer os direitos das futuras gerações. Com a parceria de ativistas de Florianópolis ligadas a 350.org Brasil e o apoio de ONGs/Entidades e Movimentos Sociais locais e da região, aproximadamente 150 pessoas participaram do evento ocorrido no ensolarado sábado do dia 05/05/2012, junto ao bar Beco das Dunas no santuário ecológico do Morro dos Conventos.
OBS. A escolha do local não foi pela sua cênica beleza, mas porque na ocorrência do furacão Catarina uma espécie de acordo foi quebrado entre elementos naturais que compõem a milenar falésia e as dunas eólicas, quando a areia avançou o ‘’sagrado’’ espaço vegetado e impregnou na rocha, justamente onde houve interferência humana quando da ruptura da falésia para permitir acesso à praia na década de 60. O fato não é trágico, mas tem um forte apelo simbólico sobre os desdobramentos que as ações antrópicas podem causar à nossa biodiversidade.
Inicialmente três documentos foram lidos pela coordenação, iniciando com a Rívea Medri lendo o release com a “Proposta da 350.org”, a Chen Lin leu trechos da “Carta do II EFAMuC’’ e por último, Tadeu Santos leu o “Manifesto ligando os pontos em Araranguá“.
Destacamos a manifestação do Movimento Içarense Pela Vida com a presença de agricultores que resistem à mina 101 da empresa Rio Deserto, para desesperadamente proteger suas produtivas terras que estão ameaçadas pelo comprometimento dos sistemas superficiais e subterrâneos de recursos hídricos.
Por outro lado, vale destacar a parceria do pessoal da UFSC de Florianópolis e de integrantes do IF-SC Araranguá, da equipe de Projeto do Geoparque Caminhos dos Canions do Sul, o depoimento do Mobiliza Araranguá, da ONG Preservação do Morro dos Conventos, da Associação dos Turismólogos da Região da, a presença de representantes do Comitê de Bacias do Araranguá e do Mampituba, do Sinte e do Projeto Nossa Rua de Criciúma. Registramos também a presença do Secretário de Planejamento SEPLAN e do Comandante do Corpo de Bombeiros de Araranguá.
OBS.I. Contávamos com mais pessoas para atingir 350, mas ainda bem que prevaleceu a qualidade sobre a quantidade com ótimo resultado, porém a omissão reflete o perfil da realidade em que vivemos, onde ações socioambientais ainda não são devidamente valorizadas, infelizmente, por questões sociopolíticas culturais.
“Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e comprometidos possa mudar o mundo; de fato é só isso que o tem mudado”. Margaret Mead, antropóloga.
OBS.II. Na ocasião mencionamos o artigo da Cientista Social Luciana Butzke e Mariana Thibes, “Manifesto por Justiça Climática: interface entre velhos e novos problemas socioambientais no Sul de Santa Catarina (2011)”, do qual transcrevemos um pequeno trecho: O enfoque da justiça ambiental articula lutas de caráter social, territorial, ambiental e da casualidade histórica, a ênfase é deslocada para os processos sociais e políticos que distribuem de forma desigual os riscos e danos ambientais. Tendo como referência este enfoque, o objetivo deste artigo é analisar as potencialidades e limites do MANIFESTO POR JUSTIÇA CLIMÁTICA, iniciativa pioneira em SC, que inaugura o debate local sobre mudanças climáticas articulado aos problemas ambientais já existentes no território.”
Caros amigos,
Esta é uma nota de agradecimento, uma nota de agradecimento a todo o planeta.
Exceto pelas horas que me ausentei para participar de eventos perto de minha casa em Vermont, fiquei no computador, maravilhado com as imagens que chegavam. Em todos os cantos do planeta, as pessoas estão fazendo seu melhor para Ligar os Pontos das mudanças climáticas. E seu melhor tem sido bastante surpreendente: temos fotos do fundo do mar e do alto de geleiras, do meio de grandes cidades que estão lutando contra o aumento do nível dos oceanos e de desertos remotos onde as pessoas estão lutando contra a seca.
Clique aqui para ver as incríveis fotos do dia. >>

Nós vamos precisar de você em breve para lutar as batalhas políticas em que se usarão essas imagens, mas pelos próximos dias apenas relaxe e desfrute o sentimento de solidariedade que nasce ao saber que existem milhões de pessoas que pensam da mesma maneira, têm os mesmos medos e, mais importante, as mesmas esperanças que você.
Seguimos em frente juntos.
Com muita gratidão,
Bill McKibben
“Em São Paulo, no Dia de Impactos Climáticos, organizamos um cabo de guerra de ruralistas contra a sociedade civil para pedir que a presidente Dilma ligue os pontos e vete o novo Código Florestal. Afinal, precisamos deixar clara a relação entre desmatamento com a liberação de dióxido de carbono na atmosfera, que contribuirá para a crise climática caracterizada pelo aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, tais como longos períodos de seca ou tempestades, que afetarão milhares de pessoas”, disse Paula Collet, coordenadora da 350.org no Brasil.
No dia 25 de abril, foram votadas e aprovadas mudanças do Código Florestal na Câmara dos Deputados, que implicarão em mais desmatamento, redução das áreas de proteção permanente, como as margens de rio, e a concessão de anistia aos que desmataram ilegalmente a floresta, comprometendo os esforços do Brasil em reduzir suas taxas de desmatamento e suas emissões de gases de efeito estufa. Cabe agora à presidente Dilma sancionar ou vetar a lei.
Crédito das imagens: Ricardo Lisboa
Desde 2006, sabemos pela FAO(Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) que quase um quinto das mudanças climáticas vem da pecuária. Além disso, mais de metade do desmatamento da Amazônia brasileira, por exemplo, vem deste setor. Em tempos de acalorado debate sobre o Código Florestal, por que não repensar os nossos próprios padrões de consumo?
Saudações!
Para algumas pessoas da nossa lista de e-mails, a madrugada de sábado já chegou e o Dia de Impactos Climáticos começou!
Portanto, este é um pequeno lembrete de que 5 de maio não é um dia comum – é o dia em que pessoas do mundo inteiro se reunirão para Ligar os Pontos das mudanças climáticas. Acabei de ouvir que a primeira ação, nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, onde o sol nasce primeiro, foi um grande sucesso: as pessoas mergulharam para realizar uma manifestação embaixo d’água em seu ameaçado recife de coral. Por isso, mesmo que esteja chovendo onde você vive, saiba que algumas pessoas já se molharam completamente para soar o alarme!
Este é o lugar para encontrar a ação mais próxima de você – e quando você já tiver terminado, volte ao computador para ver as imagens do planeta todo (e certifique-se de carregar e enviar suas próprias fotos).
Isto funcionará como um seminário gigante sobre o tema: Como as mudanças climáticas se apresentam em seus estágios iniciais? E se pudermos dar uma face humana às mudanças climáticas, isso ajudará imensamente todas as nossas campanhas durante os próximos anos. Você é esse rosto humano.
Muito obrigado por ajudar.
Bill McKibben
P.S. Não se esqueça de carregar e enviar as fotos de seus eventos na página LigandoOsPontos.org! Há instruções completas no site, mas a ideia básica é anexar sua melhor foto e enviá-la para photos@350.org – certifique-se de colocar o lugar onde a foto foi tirada no assunto do e-mail e a história da foto no corpo do texto.
O dia 5 de maio está quase aí no Brasil, mas em alguns lugares do mundo ele já chegou!
As Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico, são um dos primeiros lugares do mundo onde o sol nasce. Lá, quando o dia começou a amanhecer, aliados da 350.org ergueram pontos e participaram de uma cerimônia para compartilhar suas esperanças e orações por mudança.

Enquanto o sol cruza o céu hoje, ele vai brilhar em um planeta que já sofre com a crise climática. O ano passado foi duro para milhões de pessoas ao redor do mundo. Foi com o coração aflito que recebemos essas fotos de pessoas no Paquistão segurando pontos na frente do alojamento ”temporário” que vivem desde que suas casas foram levados por inundações devastadoras no país em 2010 que deslocaram mais de 20 milhões de pessoas.

Mas ele também vai brilhar para pessoas cheias de esperança. Também recebemos uma foto de um grupo de estudantes de uma escola de Johanesburgo que formaram um ponto gigante em um jardim comunitário que eles estão ajudando a cultivar.

Imagens também chegaram do Líbano, onde mil estudantes fizeram de rodas de uma bicicleta gigantes, já que estão demandando mais faixas para bicicletas para combater a poluição do ar.

Como já estamos vendo, estamos todos ligados aos problemas, estamos todos ligados às soluções e estamos todos ligados e juntos.
Feliz Dia 5 de Maio!
Ainda dá tempo de organizar uma ação ou participar da ação mais perto de você. Procure aqui! E não se esqueça de acompanhar as imagens dos pontos que vão ligar pessoas do mundo todo em www.LigandoOsPontos.org.
Caros organizadores,
O dia 5 de maio está quase aí! Escrevemos esse e-mail para dar dicas de como tirar uma boa foto. Esse ano o símbolo que conectará as ações do mundo inteiro são os pontos climáticos!
Antes disso, gostaríamos também avisá-los que o comunicado de imprensa do Dia de Impactos Climáticos está disponível aqui. Sintam-se à vontade para o adaptarem e o espalharem por aí. Além disso, um guia de mídia está disponível aqui, com modelos de comunicado de imprensa pré e pós evento que vocês também podem utilizar.
Em cada evento, as pessoas vão tirar uma foto do seu “ponto climático”, feito de tecido, papelão ou qualquer outro tipo de material. Cada um destes pontos irá representar como a mudança climática já está atingindo nossas comunidades locais. Alguns deles terão mensagens sobre o clima, outros terão imagens de algum evento climático extremo local, e alguns serão apenas um ponto sem nada escrito ou desenhado.
Aqui vocês podem ver outros exemplos de boas fotos.
Assim que os eventos locais terminarem, nós estamos pedindo para todos ao redor do mundo publicarem suas fotos. Lembre-se: a ação só termina depois que as fotos e histórias forem enviadas para que todo o mundo tome conhecimento dela. Nossa equipe na 350 fará um mosaico global de fotos ligando todos os pontos. Para termos certeza de que a nossa mensagem vai alcançar pessoas de fora do movimento, vamos enviar as fotos para a mídia global e para tomadores de decisão, ou seja, as pessoas que precisam ligar os pontos urgentemente.
Em São Paulo, a equipe da 350 se divertiu muito preparando nosso ponto para divulgar o Dia de Impactos Climáticos (veja a foto aqui) – e aprendemos muito para fazer essa foto. Abaixo algumas dicas:
1. Faça o ponto. Usamos uma tampa de panela grande como molde e cartolina para fazer o ponto. Se você for fazer um grande ponto de tecido, a maioria das lojas ajudará a cortá-lo. Ou corte um ponto gigante a partir de um lençol velho, um pedaço grande de papelão, ou qualquer outro material que você tiver escolhido. Se você não quiser cortar um ponto grande, basta desenhar um ponto grande em um cartaz.
2. Coloque uma mensagem no ponto. Sua mensagem estará em um lugar auto-explicativo? O impacto climático estará claro? Caso não esteja claro, escreva o nome da cidade e a sua mensagem no ponto.Por exemplo, escrevemos “VETA TUDO, DILMA” no nosso ponto. Você também pode colocar um dos “símbolos de impacto climático” no seu ponto – você pode baixar e imprimir esse símbolo aqui.
3. Tenha pessoas para segurar o ponto. Às vezes, tirar a foto de cima do seu ponto torna o visual dramático. Você está pensando em ter muitas pessoas na foto? Ótimo se tiver, mas não se preocupe caso contrário.
4. Visite o local da foto e tire uma foto. Tire algumas fotos para descobrir onde o ponto vai ficar melhor. Idealmente, o ponto deverá estar na frente e no centro e o fundo da imagem irá mostrar como a mudança climática está afetando sua comunidade.
5. Tire várias fotos. Quando estamos tirando as fotos não reparamos em detalhes que vemos na tela grande do computador. Por isso, tire várias fotos ao longo da ação para poder selecionar a melhor!
6. Envie a foto! Para enviar suas fotos, basta escrever um e-mail para photos@climatedots.org e seguir as instruções abaixo:
· Cada foto deve ser anexada individualmente e cada arquivo não deve ser maior que 3 MB.
· Envie apenas uma foto por e-mail.
· No campo reservado ao “assunto”, escreva a sua cidade e país.
· No corpo do e-mail você deverá explicar a sua foto. Escreva uma frase que resuma o seu evento e o que está acontecendo na foto.
· Se você desejar dar créditos ao fotógrafo(a), inclua seu nome no corpo do e-mail.
· Mande seu e-mail para photos@climatedots.org
7. Divulgue sua foto e história. Nós da 350.org vamos espalhar o Dia de Impactos Climáticos e ligar os pontos por todos os canais possíveis, mas é importante que você também faça isso para que as pessoas ao seu redor liguem os pontos.
Estamos muito curiosas para ver os pontos climáticos de todos vocês nesse fim de semana.
Estaremos online e no telefone a maior parte do dia! Qualquer coisa, entrem em contato conosco!
Juliana e Paula por toda a equipe da 350.org